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Título: Conservação de Tijolo Cerâmico em Alvenarias Históricas: Subsídios para Restauração do Sítio Histórico de Santa Leopoldina-ES
Autor(es): FLORENZANO, L. S.
Data do documento: 24-Mai-2016
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: FLORENZANO, L. S., Conservação de Tijolo Cerâmico em Alvenarias Históricas: Subsídios para Restauração do Sítio Histórico de Santa Leopoldina-ES
Resumo: As primitivas comunidades agrícolas do Oriente Médio introduzem o uso da terra para viabilizar abrigo, construindo suas cidades inicialmente com tijolos de argila crua, secos ao sol e, em seguida, queimando-os em fornos, transformando a terra crua em material cerâmico. Os tijolos cerâmicos existem, portanto, há muitos séculos e, desde as mais antigas civilizações, o homem faz uso do tijolo cozido para erguer paredes e materializar a arquitetura; permanecendo, ao longo do tempo, com poucas alterações a técnica de fabricação e o método construtivo. No Brasil, o tijolo cerâmico é utilizado desde o primeiro século de ocupação, principalmente em capitais como Salvador e Recife, tornando-se potencialmente empregado em larga escala a partir de 1850, especialmente a partir da produção em massa advinda com a Revolução Industrial. No contexto socioeconômico brasileiro, a partir da década de 1840, ressaltam-se as ações políticas do II Império: o Governo imperial, ciente dos impactos da abolição da escravatura sobre a mão-de-obra nacional, elabora programas governamentais de estímulo à imigração europeia não lusitana. Dessa forma, o estado do Espírito Santo foi habitado, para além do litoral, pelos imigrantes europeus não lusitanos, responsáveis pelo florescimento das cidades do interior espírito-santense. Neste contexto, a cidade de Santa Leopoldina é um dos primeiros núcleos urbanos a habitar a região centro-serrana, ocupada inicialmente por imigrantes suíços e em seguida por colonos de origem germânica. Santa Leopoldina possui significativo acervo arquitetônico, com edificações erguidas com alvenarias estruturais, sustentadas predominantemente por tijolos cerâmicos maciços. Mesmo possuindo valor histórico e artístico e protegidos em esfera estadual pelo Conselho Estadual de Cultura do Espírito Santo (1983), muitos desses remanescentes estão à mercê do desmoronamento, pois, situado nas margens do Rio Santa Maria da Vitória, o Sítio histórico sofre o impacto de recorrentes enchentes responsáveis pela inundação dos edifícios situados no corredor histórico da cidade. Dessa forma, esta pesquisa aborda a importância deste tema, estabelecendo referências históricas e tecnológicas à conservação e restauração de tijolos cerâmicos em estruturas históricas. O objetivo desse estudo é, portanto, estabelecer referências para procedimento de ações restaurativas às alvenarias históricas de tijolo cerâmico e para o resgate da memória do saber fazer dos imigrantes europeus e colonizadores do interior espírito-santense. Para tanto, este estudo abrange duas frentes de pesquisa, a primeira, de cunho histórico, sobre a produção de tijolo cerâmico na antiga colônia de Santa Leopoldina, no final do século XIX e início do século XX e, a segunda, de cunho tecnológico, com a caracterização física e mineralógica dos tijolos cerâmicos por meio de ensaios laboratoriais e a identificação das manifestações patológicas presentes nas alvenarias. Em seguida, os resultados são relacionados aos parâmetros climáticos da região e, por fim, são propostas diretrizes para a conservação das alvenarias de tijolo cerâmico do Sítio histórico de Santa Leopoldina. Palavras chave: alvenarias históricas, tijolo cerâmico, conservação, restauração, Santa Leopoldina.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/10078
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